domingo, 22 de janeiro de 2017

The Second Reality Project Reloaded


Autor: FPI
Hack finalizada - 117 saídas
Emulador usado na review: ZSNES v1.51
Música dá crash em emuladores mais recentes

"Bowser voltou e desta vez mais poderoso do que antes. Ele achou uma fonte de energia que permite que ele conserte sua frota de aeronaves. Com isto ele planeja em atacar o Reino do Cogumelo mais uma vez! Hora do Mario dar um jeito nisto!"

The Second Reality Project (ou Projeto da Segunda Realidade, em tradução direta) é uma hack feita por FPI em 2002. Sim, nesta época já existiam hacks de super mario world (o que é incrível). Nesta época as possibilidades de smw hacking eram bem inferiores a de hoje, então o jogo teve alterações drásticas no level design, mas nada alem disso. O jogo tinha 96 saídas e a dificuldade era alta, chegando a ser kaizo na parte final.


Em 2008, o autor decidiu fazer um remake desta hack, focando em aprimoramentos no level design, nos gráficos e músicas. Esta será a versão analisada nesta review.
A hack demonstra ser um remake, com grande parte dos levels sem alteração em relação ao jogo original. Quem já jogou a versão de 2002 provavelmente vai reconhecer 90% dos levels nesta versão, porém com visual mais agradável. Falando em visual, o autor usou os gráficos redrawn, porém sem alterar o visual do player. As imagens de fundo são bem feitas, combinando com o estilo do level e com as músicas. Além disso, esta hack não usa HDMA (talvez por não ser possível na época, provavelmente).
As músicas em grande parte são custom, então são poucas as que lembrem outros jogos da franquia mario (como super mario land). Elas combinam muito bem com as fases, melhorando em geral a experiência com boa parte delas.

Um detalhe interessante nesta hack é o foco na história. Embora não tenha muitas cutscenes, o autor acrescentou dicas e informações que ajudam o jogador a explorar algumas fases do jogo. Se o jogador entender um pouco de inglês, fica mais fácil descobrir alguns dos segredos que existem nesta hack. Mesmo assim, para quem for jogar esta hack de primeira, pode ser bem complicado de descobrir algumas coisas, o que deixa a jogatina um pouco frustrante para se completar as 117 saídas. Ah, interessante como o remake tem mais saídas que a primeira versão da hack. Sim, existem fases extras nesta hack, que possuem grande impacto na história. A imagem ao lado pode ser uma dica interessante para uma destas fases, então vale a pena lembrar do p-switch da fase em questão.



Esta hack possui uma jogabilidade muito boa, principalmente até a metade da hack, onde a dificuldade das fases é justa. Em algumas ocasiões, a impressão que ficou foi que a hack foi um jogo extra feita pela nintendo, pela forma como as fases foram elaboradas e pela qualidade dos gráficos e das músicas. Em outras palavras, a hack é muito bem feita, e deu pra perceber que houve uma grande dedicação do autor ao fazer este remake.

Mais algumas imagens:




Dificuldade: 4/5
Embora não pareça, a hack fica bem difícil após uma certa parte. Mesmo para quem já jogou ela antes, em algumas situações foi necessário refazer o level 10 vezes ou mais.

Jogabilidade: 9/10
A jogabilidade realmente é boa, mas o fato de ser bem complicado descobrir algumas saídas secretas faz com que a jogabilidade não seja a melhor.

Gráficos: 9,5/10
São decentes, ainda mais para quem é fã de gráficos redrawn. Só não recebe nota máxima por ocorrerem alguns bugs estranhos com as balls'n chain em um dos castelos.

Músicas: 10/10
Extremamente boas, combinando muito bem com os levels em geral.

O mapa: 8/10
Embora trate-se de um remake de uma hack onde não houve alterações no mapa na época, o novo mapa é bem similar ao do jogo original. Ainda assim, os detalhes dos gráficos são bem decentes (melhor parte a da cachoeira).

Criatividade: 10/10
A história é muito boa, e os acontecimentos durante o jogo fazem com que tudo faça sentido. O melhor é quando se consegue terminar todas as 117 saídas e após, o jogador completar o último level da hack (Bowser's Starship).

Nota final: 9,5/10
Após completar a hack, foi necessário muita reflexão antes de realizar esta review. Antes de jogar, a intenção era de dar nota máxima, por causa da criatividade ao elaborar a hack. Porém, ela não merece esta nota por causa de alguns momentos em que a jogatina ficou frustrante. O fato de não existir multiplos midpoints não explica a existencia de fases extremamente longas e que, caso o jogador cometa um erro simples, será necessário repetir tudo de novo. Por isto a hack não merece nota máxima. Ainda assim, recomendo que jogue, pois esta é uma das melhores hacks de super mario world existentes. Ela merece ser jogada, pois é muito boa.

5 comentários:

  1. Olá galera aqui é o Re.

    Eu joguei The Second Reality Project Reloaded e The Second Reality Project a três anos atrás (2014) é foi uma viagem é tanto em um hack, precisou de muita dedicação e paciência para encontrar todas as saídas e passar de fases difíceis como a Yoshi's Flight que levei uns três dias para conseguir, mas tiveram muitas saídas secretas que encontrei facilmente. A parte que eu mais gostei foi a do mundo secreto (Third Space) e saída secreta dele no castelo da foto acima, Willian se você encontrou ela deve ter visto como e complicada e cheia de pegadinhas eu tive que morrer para achar aquela lava falsa. Zerei o hack sem usar save stages exceto para desligar o computador, depois fui jogar o The Second Reality Project sem ser reloaded e tentei fazer a mesma coisa passar sem usar saves, deu certo em 99% do jogo, só a ultima fase a Bowser's StarShip que foi o jeito usar saves e eu ainda tentei. No Blog antigo a nota de dificuldade da verção Reloaded foi de 4/5 e a da antiga foi 5/5 eu acho que seria melhor deixar essa como 4/5 pois a versão antiga do mesmo jogo e ainda mais difícil, eu sei que no mundo especial nenhuma fase tem midway poits muito menos a última onde você tem que passar dele inteira pequeno.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. o talmud é o livro dos judeus ,eles dominam o mundo!!!

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